Sustentabilidade

Todo pecuarista – tanto o que administra seu negócio na própria fazenda quanto aquele que o faz por meio de aplicativos e tabelas gerenciais enviadas à sede da empresa na capital – tem, na essência, a responsabilidade pelo equilíbrio do todo. Uma fazenda não é constituída apenas por pastagens, animais e currais; ou, ainda, apenas por sua floresta ou pó seu grupo de pessoas. Ela é a soma de tudo isso, funcionando organicamente rumo às suas metas, considerando, cada vez mais, a consciência de que os aspectos produtivos, conservacionistas e sociais precisam estar em harmonia e equidade.
A pandemia causada pela Covid-19 trouxe mais luz a essa necessidade. Nesse contexto, cresce o uso de novos conceitos, como o agroambiental, a bioeconomia e a conservação intensiva. Na essência, o que a pecuária sustentável busca, em 2021, é mostrar que há um olhar com o mesmo rigor para todos os fatores, com equilíbrio entre os aspectos sociais, ambientais e econômicos da atividade. Que há a preservação dos recursos naturais para atender às necessidades da sociedade e dos empreendedores sem comprometer o que se espera para as gerações futuras,
sendo protagonizada pelo trabalho do produtor rural.
No médio Araguaia mato-grossense, por exemplo, região com uma biodiversidade particular, surgiu, há cinco anos, um movimento chamado Liga do Araguaia, para trazer materialidade ao
conceito de sustentabilidade. Diferente de uma entidade com regras e estrutura específica, a aura de um movimento faz com que a governança seja agregadora, inclusiva e multiplicadora. Sua difusão de conceitos é realizada por meio de projetos específicos (box), motivando a prática sustentável no dia a dia. O que une o grupo de criadores são os valores de uma pecuária produtiva
com responsabilidade socioeconômica e ambiental, para chegar a um resultado lucrativo tanto ao seu quadro societário como também aos colaboradores, à comunidade local e à economia do
País, atendendo aos anseios da sociedade. Dessa forma, o produtor assume uma agenda positiva, tornando áreas já abertas bem mais produtivas, por meio de boas práticas de produção, boa governança, gestão com base em dados, adoção de novas tecnologias, produção
com biodiversidade, cumprimento estrito do Código Florestal Brasileiro e cooperação entre os produtores e os demais elos da cadeia.

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